Aqui você encontra
respostas para as dúvidas mais freqüentes dos clientes
COPEL Soluções. Se a informação que
você procura não estiver aqui, utilize a coluna “Continuo
com dúvidas”.
1. Por que a tarifa no horário de ponta é mais
cara?
O horário de ponta, que também conhecemos como "horário
de pico", é o período em que mais se consome
energia. Este alto consumo não chega normalmente a
sobrecarregar o sistema de fornecimento, mas pode, em momentos
extremos, causar problemas.
Foi criado, então, um incentivo para que os consumidores
industriais deslocassem sua carga para o horário fora
de ponta. Para isso, a tarifa no horário de ponta
sofreu um pequeno acréscimo e a tarifa no horário
fora de ponta foi diminuída.
Dessa forma são evitados altos investimentos que serviriam
apenas para suprir a demanda do horário de ponta,
e que não representariam uma melhoria real no sistema
de abastecimento.
2. Por que a tarifa no período seco é mais
cara?
O período seco, que vai de maio a novembro, é a época
do ano em que é registrada a menor incidência
de chuvas no Brasil.
Nessa época, o parque gerador brasileiro, que é essencialmente
hidráulico, produz menos energia com a mesma capacidade
instalada. Os custos fixos das usinas hidrelétricas
fazem com que o custo de cada MWh gerado seja maior se comparado
ao do período úmido.
3. Por que , além do consumo, tenho que pagar
pela demanda?
O consumo pago se refere à energia elétrica
realmente consumida, enquanto que a demanda remunera a disponibilidade
do sistema, que precisa estar preparado para suportar a demanda
contratada, mesmo que por um pequeno intervalo de tempo.
4. O que é o excedente reativo?
O excedente reativo é a parcela de consumo ou demanda
de potência reativa que excede ao limite estabelecido.
O fator de potência 0,92 implica numa proporcionalidade
entre energia ativa e reativa. Se a energia reativa em determinado
instante for superior à parcela proporcional à energia
ativa naquele instante, será cobrado o excedente,
cumulativamente, a cada intervalo de 1 hora.
5. Para que contratar energia?
Com a desverticalização do setor elétrico,
as empresas de distribuição têm de comprar
a energia utilizada pelos seus consumidores de empresas geradoras.
Excedentes de energia não previstos estarão
sujeitos a preços do mercado "spot" (mercado
atacadista de energia), os quais têm variado muito
conforme as condições hidrológicas.
Com os preços livremente negociados é preciso
saber comprar bem a energia.
6. Como posso corrigir o fator de potência da minha
indústria?
Um das maneiras de se corrigir o fator de potência é através
da instalação de capacitores. Eles podem ser
colocados no barramento principal da indústria, corrigindo
o fator de potência de toda a instalação,
ou, junto às máquinas mais indutivas, corrigindo
o fator de potência apenas dessas máquinas.
Deve-se tomar o cuidado de não deixar a instalação
com excesso de capacitores ligados durante a noite, no período
entre 0h e 6h.
Lembre-se: a correção do fator de potência
deve ser feita por profissional qualificado. Procure o COPEL
Soluções para maiores esclarecimentos.
7. Por que tenho que avisar a COPEL antes de aumentar
a carga da minha indústria?
Aumentos de carga podem ocasionar sobrecarga no sistema,
comprometendo o fornecimento de energia. Antes de liberar
o aumento, é importante que a COPEL realize estudos
no sistema, para verificar a necessidade de obras de reforço
na rede.
Para solicitar a realização destes estudos,
entre em contato com o Programa COPEL
Soluções.
8. Quem pode optar por ser um consumidor livre?
·
Os consumidores, ligados a partir de junho de 1995, com demanda
maior ou igual a 3 MW em qualquer segmento horário,
atendidos em qualquer tensão.
· Consumidores, ligados anteriormente a junho de
1995, com demanda contratada fora de ponta maior ou igual
a 3MW, atendidos com tensão maior ou igual a 69kV.
· Consumidores com demanda maior ou igual a 500 kW,
atendidos em qualquer tensão, desde que o fornecedor
seja um produtor independente de energia ou um autoprodutor
e com características de PCH (Pequena Central Hidrelétrica).
9. Qual é a melhor tarifa: a verde ou a azul?
A melhor opção tarifária depende do
comportamento da carga no horário de ponta, pois fora
de ponta as tarifas são iguais. Um bom indicador é o
fator de carga no horário de ponta:
•
Para fatores de carga na ponta, maiores que 0,66 = tarifa
azul
•
Para fatores de carga na ponta, menores que 0,66 = tarifa
verde
10. Por que devo racionalizar energia?
A racionalização de energia beneficia a sociedade
como um todo, otimizando as instalações existentes,
reduzindo investimentos, desperdício de energia, o
custo de sua conta de luz e preservando recursos naturais.
11. O que é período de teste?
O período necessário para o consumidor testar
os equipamentos elétricos de sua instalação,
e começar a conhecer o quanto os mesmos consomem e
demandam em cada ciclo de faturamento, é o que denominamos
de período de teste. Normalmente , para instalações
novas , este período usual é de 3 meses.
12. Quais os contratos necessários para a comercialização
de energia como cliente livre?
·
Os seguintes contratos são necessários:
·
CCT – Contrato de conexão ao sistema de transmissão:
entre o consumidor de transmissão e a concessionária
de transmissão.
·
CCD – Contrato de conexão ao sistema de distribuição:
entre o consumidor de distribuição e a concessionária
de distribuição.
·
CUST – Contrato de uso do sistema de transmissão:
entre o consumidor ligado na rede básica e o ONS,
com intervenção da Concessionária de
transmissão.
·
CUSD – Contrato de uso do sistema de distribuição:
entre o consumidor ligado na rede de distribuição
e a concessionária de distribuição.
·
CCV – Contrato de compra e venda de energia: entre
o consumidor e a empresa que está fornecendo energia
elétrica.
13. O que é modulação e como se calcula
o índice de modulação?
A modulação está relacionada ao montante
de demanda da instalação reduzida no horário
de ponta, em virtude da tarifa neste horário ser muito
mais cara que no horário fora de ponta.
O índice de modulação, em percentagem, é calculado
da seguinte forma:
·
I (%)= (1 – Dp/Dfp) x 100
·
Dp – Demanda no horário de ponta
·
Dfp – Demanda contratada no horário fora de
ponta
14. Como se procede uma ligação nova?
Antes do cliente ser efetivamente ligado, o planejamento
e estudo de conexão desta nova carga deve ser elaborado
para se verificar as obras necessárias no sistema
elétrico. O projeto e as obras deverão ser
formalizadas através de contratos. O contrato de fornecimento
de energia deve ser assinado considerando as condições
gerais de fornecimento, participação financeira,
demandas contratadas, condições de faturamento,
obras, custos, prazos para execução e responsabilidades.
15. Qual a participação da concessionária
nos investimentos para atendimentos à novas ligações
?
A participação da concessionária é calculada
através do limite de investimento da concessionária,
especificado na Portaria DNAEE 005/90, da seguinte forma:
·
LIC (R$) = k x Demanda Faturável(kW) x Tarifa Fiscal
(R$/kW) , sendo
·
K= 0,60 para os subgrupos A1, A2 e A3
·
K= 0,80 para os subgrupos A3a e A4
·
K = 1,00 para o subgrupo AS (subterrâneo)
A demanda faturável corresponde a média ponderada
das demandas mensais previstas nos 36 primeiros meses.
16. O que é a participação
financeira do cliente e como se calcula?
A participação financeira do cliente nos investimentos
necessários para o atendimento a novas ligações, é o
valor em reais (R$) que o cliente deverá assumir para
que as obras de atendimento sejam realizadas e é calculada,
através da fórmula:
·
PF(R$) = CO – LIC.
·
PF = participação financeira do cliente no
investimento.
·
CO = custo total das obras para o atendimento a nova ligação.
·
LIC = imite de investimento da concessionária.
17. Quando é que a participação financeira
do cliente é obrigatória?
Quando o limite de investimento da concessionária
for menor que o custo total das obras, o cliente tem que
assumir a diferença.
Este critério está sendo revisado pela ANEEL
e a tendência é que a concessionária
assuma todo o investimento. A legislação que
regulamenta este procedimento deverá estar pronta
em Julho de 2003.
18. A COPEL presta o serviços de estudos e consultoria
na área de instalações elétricas?
A COPEL, através do COPEL Soluções,
poderá, em casos específicos, prestar toda
a orientação ou elaborar estudos e consultoria
em instalações consumidoras, em parceria com
o LACTEC.
19. A COPEL elabora projetos de obras de rede e
bays de subestações para clientes?
Em casos específicos, e se tratando de clientes atendidos
em tensão de transmissão, a COPEL poderá elaborar
o projeto e o gerenciamento das obras.
20. A COPEL constrói redes de conexão
para o cliente?
Se a rede for de propriedade do cliente, a COPEL não
constrói. Poderá, em casos específicos
de linhas de transmissão, fazer o projeto e o gerenciamento
das obra de conexão. Para os casos em que a rede será de
propriedade da COPEL, a mesma constrói.
21.Quem é responsável pela instalação
e custo da medição de faturamento?
Para novas ligações a, COPEL é responsável
pelo custo e pela instalação
dos equipamentos necessários para a instalação
da medição de faturamento. O cliente deverá deixar
prontos e disponíveis, na caixa, terminais e fiação
para a COPEL efetuar a instalação.
22. Quais os requisitos técnicos básicos para
um consumidor se conectar ao sistema elétrico da COPEL?
Orientação técnica e condições
gerais para o fornecimento de energia elétrica necessárias
para um cliente se conectar ao sistema de transmissão
da COPEL. Pode ser visto através da norma Fornecimento
de Energia Elétrica em tensão de Transmissão.
Para acessá-la clique
aqui
Para consumidores de distribuição, projeto
elétrico da instalação também
deverá ser aprovado. Para maiores detalhes, favor
consultar o seu agente de negócios ou o telefone 0800
643-7575.
23. Quais os requisitos técnicos básicos para
um Acessante de Geração se conectar ao sistema
elétrico da COPEL?
Os requisitos técnicos básicos , exigidos para
a conexão de produtores independentes ou autoprodutores
de energia ao sistema elétrico da COPEL pode ser visto
através de documento em anexo: Requisitos Técnicos
para a conexão de geração em paralelo
com o sistema elétrico da COPEL.
Para acessá-lo clique
aqui.
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