Saiba mais sobre
os termos usados no dia-a-dia de quem trabalha na COPEL e
que também aparecem em sua tarifa de energia elétrica.
Conhecê-los é importante para que você
possa entender melhor como é o processo de fornecimento
de energia elétrica.
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1. Acessante de Geração
Pessoa jurídica ou empresas reunidas em consórcio
que recebam concessão ou autorização
do poder concedente, para produzir energia elétrica
destinada ao comércio de toda ou parte da energia produzida,
por sua conta e risco, e que pretende operar estas instalações
em paralelo com o Sistema Elétrico da COPEL.
2. Acordo Operativo
Documento em que estão estabelecidos os procedimentos
operacionais que deverão ser seguidos pelo Acessante
de Geração e pela concessionária cujo
Sistema de Transmissão, Subtransmissão ou Distribuição
estejam envolvidos na Transação de Acesso.
3. Autoprodutores de Energia
Sistema de geração de energia destinada ao atendimento
das necessidades do próprio consumidor (em substituição
parcial ou total da energia adquirida da concessionária).
4. Barramento
Condutor, usado em subestações de energia elétrica,
a partir do qual se ramificam linhas de transmissão,
equipamentos, consumidores, etc.
5. Biomassa
Composto de origem orgânica, passível de ser
utilizado para produção de energia, através
de queima. Um exemplo é o bagaço de cana-de-açucar.
6. Bobina de Bloqueio
É um equipamento que serve para fazer a mixagem dos
sinais de comando e controle. A operação do
sistema elétrico envolve comunicação
entre os diversos componentes e que não são
realizadas pelos meios convencionais (ondas de rádio
ou telefone). Esses sistemas são muito vulneráveis.
As ondas de rádio sofrem interferência atmosférica
e a telefonia é sujeita a panes e também a interferências
atmosféricas. Então, o sistema elétrico
possui um meio próprio de comunicação
através da própria linha de transmissão.
7. Caloria (cal)
Quantidade de calor necessária para elevar a temperatura
de um grama de água de 14,5ºC a 15,5ºC, à
pressão atmosférica normal (a 760 mm Hg). 1
cal = 4,1855 J e 1 J = 0,239 cal.
8. Carga de Base
Parte constante da carga de uma rede durante um período
determinado (por exemplo: dia, mês, ano).
9. Carga de Ponta
Potência máxima à qual uma rede tem que
dispor durante um determinado período, (exemplo: dia,
mês, ano, hora, minuto).
10. Carga Instalada
Soma da potência de todos os aparelhos instalados nas
dependências da unidade consumidora que, em qualquer
momento, podem utilizar energia elétrica do concessionário.
11. Casa de Máquinas
Onde estão instalados os geradores acoplados às
turbinas.
12. Cavalo-Vapor (C.V.)
Sistema inglês de medida de energia: 1 cavalo-vapor
equivale a 1,34 kW.
13. Central de Base
Central utilizada principalmente para cobrir a base do diagrama
de cargas.
14. Central de Ponta
Central utilizada principalmente para cobrir as pontas do
diagrama de cargas.
15. Central Hidroelétrica
Instalação na qual a energia potencial e cinética
da água é transformada em energia elétrica.
16. Central Hidroelétrica a Fio de Água
Central hidroelétrica num curso de água, sem
represa, reguladora de volume significativo.
17. Central Hidroelétrica de Represa
Central hidroelétrica cuja alimentação
pode ser regulada graças a uma represa.
18. Co-geração
A co-geração é o processo que permite
a produção simultânea de energia elétrica,
térmica e de vapor, a partir de uma única fonte
de combustível.
19. Conta de Consumo de Combustível (CCC)
A CCC é uma espécie de fundo usado para cobrir
os custos do uso de combustíveis fósseis (óleo
diesel, por exemplo) para geração termelétrica
nos sistemas interligado e isolado. A Conta é rateada
entre todos os consumidores de energia elétrica do
País.
Para isso, as distribuidoras de energia são obrigadas
a recolher, mensalmente, sua cota, que, por força da
legislação atual, tem que ser homologada pela
Aneel. O valor da cota é proporcional ao mercado atendido
por empresa. O desembolso que as distribuidoras fazem para
bancar a Conta é repassado aos consumidores por meio
das tarifas. Isso acontece por ocasião do reajuste
tarifário anual das empresas.
A CCC é gerida pela Eletrobrás, empresa que
determina a necessidade do uso de combustíveis fósseis
para geração termelétrica com base num
planejamento energético anual feito pelo Operador Nacional
do Sistema Elétrico (ONS).
20. Controladores de Demanda
Equipamentos destinados a manter a demanda (integrada em intervalos
de 15 minutos) controlada e, com isto, evitar as punições
contratuais aplicáveis pela concessionária,
na conta de eletricidade.
21. Correção do Fator de Potência
Manutenção do fator de potência dentro
da faixa estabelecida pela Aneel (>=0,92), para evitar
as multas na conta mensal de eletricidade através de
capacitores e controladores.
22. Custos gerenciáveis
Custos de distribuidoras de energia elétrica administráveis,
nos quais incide o IGP-M, calculado pela Fundação
Getúlio Vargas.
23. Custos não-gerenciáveis
Custos de distribuidoras de energia elétrica, tais
como Energia Comprada de Geradoras, Conta de Consumo Combustível
(CCC), Reserva Global de Reversão (RGR), taxa de fiscalização
e encargos de transmissão.
24. Demanda
Média das potências elétricas, ativas
ou reativas, solicitadas ao sistema elétrico pela parcela
da carga instalada e em operação na unidade
consumidora, durante um intervalo de tempo especificado.
25. Demanda Assegurada
Demanda a ser obrigatória e continuamente colocada
à disposição do consumidor, classificado
como "sazonal" ou "rural" por parte do
concessionário, no ponto de entrega, conforme valor
e período de vigência fixado no contrato.
26. Demanda Contratada
É a demanda de potência ativa a ser, obrigatória
e continuamente, disponibilizada pela COPEL no ponto de entrega,
conforme valor e período de vigência fixados
no contrato de fornecimento. Deverá ser integralmente
paga, seja ou não utilizada durante o período
de faturamento. É expressa em quilowatts (kW).
27. Demanda Faturável
Valor da demanda de potência ativa identificada de acordo
com os critérios estabelecidos em contrato. Considerado
para fins de faturamento, com aplicação da respectiva
tarifa. É expressa em quilowatts (kW).
28. Demanda Máxima
Maior demanda verificada durante um período de tempo
definido.
29. Demanda Média
Relação entre a quantidade de energia elétrica
utilizada durante um período de tempo definido e esse
mesmo período.
30. Demanda Medida
Maior demanda de potência ativa, verificada por medição,
integralizada no intervalo de 15 minutos, durante o período
de faturamento. É expressa em quilowatts (kW).
31. Demanda de Ultrapassagem
Parcela da demanda medida que excede o valor da demanda contratada.
Expressa em quilowatts (kW).
32. Duração Equivalente de Interrupção
por Unidade Consumidora (DEC)
Intervalo de tempo que, em média, no período
de observação, em cada unidade consumidora do
conjunto considerado, ocorreu descontinuidade da distribuição
de energia elétrica, considerando-se as interrupções
maiores ou iguais a três minutos.
33. Duração de Interrupção
Individual por Unidade Consumidora (DIC)
Intervalo de tempo que, em média, no período
de observação, em cada unidade consumidora,
ocorreu descontinuidade da distribuição de energia
elétrica, considerando-se as interrupções
maiores ou iguais a 3 (três) minutos.
34. Duração Máxima de Interrupção
Contínua por Unidade Consumidora (DMIC)
Tempo máximo de interrupção contínua,
da distribuição de energia elétrica,
para uma unidade consumidora qualquer.
35. Eletrointensivos (Energointensivos)
Setores onde a energia elétrica tem peso grande no
processo de produção. Exemplos: não-ferrosos,
siderurgia não-integrada, papel, ferro-liga, cimento,
gases industriais e soda-cloro, segundo classificação
do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE)
36. Encargo de capacidade emergencial
Adicional tarifário de natureza operacional, tributária
e administrativa, no valor de R$0,0057/kWh(Resolução
351/2002) , relativo à aquisição de energia
elétrica (kWh) e à contratação
de capacidade de geração ou potência (kW)
pela Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial -
CBEE. O adicional é atribuído a todas a classes
de consumidores finais atendidos pelo sistema elétrico
nacional interligado, inclusive consumidores livres.
37. Energia Elétrica Ativa
É a energia elétrica que pode ser convertida
em outra forma de energia. É expressa em quilowatts-hora
(kWh), isto é, a que realmente produz trabalho útil,
faz os motores e transformadores operarem com carga.
38. Energia Elétrica Reativa
A energia elétrica reativa não realiza trabalho
efetivo, mas é necessária e consumida na geração
do campo eletromagnético, responsável pelo funcionamento
de motores, transformadores e geradores. É expressa
em quilovolt-ampére-reativo-hora (kVArh).
39. Energia Eólica
É a energia obtida pelo movimento do ar (vento).
40. Energia extra
Energia fornecida temporariamente no horário de ponta
sendo incremental à energia firme contratada. Essa
energia é comercializada com tarifa reduzida em relação
à vigente no horário de ponta.
41. Energia Hidráulica
Energia potencial e cinética das águas.
42. Energia Limpa
Energia que não produz resíduos poluentes. Por
exemplo: a energia solar.
43. Energia térmica ou calorífica
Origina-se da combustão de diversos materiais. É
considerada uma energia de fontes convencionais como o carvão,
petróleo e o gás natural.
44. Energia Útil Produzida
Energia elétrica na saída de uma central de
produção de energia. Exploração.
45. Energia Velha
É toda energia produzida pelas hidrelétricas
estatais, cujos investimentos já foram amortizados,
no todo ou em parte. O custo de geração dessa
energia é muito baixo, comparativamente aos custos
de geração dos novos empreendimentos ainda em
fase de consolidação.
46. Estrutura Tarifária Convencional
É a estrutura de tarifas aplicada à maioria
dos consumidores residenciais.
As tarifas são aplicadas independentemente das horas
de utilização do dia e dos períodos do
ano.
47. Fator de Capacidade
Relação entre a carga própria de energia
e a capacidade instalada de uma instalação ou
conjunto de instalações.
48. Fator de Carga
Relação entre o consumo, num intervalo de tempo
determinado (ano, mês, dia, etc), e o consumo que resultaria
da utilização contínua da carga máxima
verificada ou outra especificada, durante o período
considerado.
49. Fator de Potência (FP)
Valor obtido das leituras dos valores de energia ativa e reativa, através
dos respectivos aparelhos de medição. É usado como indicador
da eficiência do uso da energia elétrica em uma empresa.
50. Fornecimento em Média Tensão e Alta
Tensão
É o atendimento com tensão maior ou igual a 2,4kV.
51. Freqüência Equivalente de Interrupção
por Unidade Consumidora (FEC)
Número de interrupções ocorridas, em média, no
período de observação, em cada unidade consumidora do
conjunto analisado, considerando-se as interrupções maiores ou
iguais a três minutos.
52. Freqüência de Interrupção
Individual por Unidade Consumidora (FIC)
Número de interrupções ocorridas, no período de
observação, em cada unidade consumidora, considerando-se as interrupções
maiores ou iguais a três minutos.
53. Grupos Geradores
Equipamentos destinados à produção de energia elétrica
a partir de diesel, óleo pesado ou gás, sendo aplicados em emergência
(interrupção do fornecimento de energia pela concessionária)
ou nos horários em que a tarifa da concessionária é maior
que o seu custo de geração.
54. Horário de Ponta (P)
Horário de ponta, ou “horário de pico”,
é o período definido pela COPEL e composto por
três horas diárias consecutivas, durante o qual
o consumo de energia elétrica tende a ser maior. São
considerados exceções os sábados, domingos,
terça-feira de carnaval, sexta-feira da Paixão,
"Corpus Christi", Dia de Finados e os demais feriados
definidos por lei federal, considerando as características
do seu sistema elétrico.
55. Horário Fora de Ponta (F)
Conhecido como “horário fora de pico”,
é o intervalo de tempo que não o de três
horas consecutivas definidas no Horário de Ponta.
56. Indicador de Continuidade
Representação quantificável do desempenho
de um sistema elétrico, utilizada para a mensuração
da continuidade apurada e análise comparativa com os
padrões estabelecidos.
57. Indicador de Continuidade Global
Representação quantificável do desempenho
de um sistema elétrico agregada por empresa, estado,
região ou país.
58. Interrupção de Longa Duração
Toda interrupção do sistema elétrico
com duração maior ou igual a um minuto.
59. Interrupção Programada
Interrupção antecedida de aviso prévio,
por tempo pré-estabelecido, para fins de intervenção
no sistema elétrico da concessionária.
60. Interrupção de Urgência
Interrupção deliberada no sistema elétrico
da Concessionária, sem possibilidade de programação
e caracterizada pela urgência na execução
de serviços.
61. Inventário
Resultado de estudo da bacia hidrográfica, realizado
para a determinação do seu potencial hidrelétrico
através da escolha da melhor alternativa de divisão
de queda, caracterizada pelo conjunto de aproveitamentos compatíveis
entre si e com projetos desenvolvidos de forma a obter uma
avaliação da energia disponível, dos
impactos ambientais e dos custos de implantação
dos empreendimentos.
62. Joule (J)
Unidade de trabalho, de energia e de quantidade de calor.
O joule é o trabalho produzido por uma força
de 1 newton, cujo ponto de aplicação se desloca
1 metro na direção da força. 1 J = 1
N. m
63. Limite de Investimento da COPEL
É o valor de responsabilidade da COPEL, obtido a partir
dos limites unitários fixados pelo poder concedente,
para atendimento dos pedidos de ligação ou acréscimo
de carga efetuados pelo consumidor.
64. Linha
Conjunto de condutores, isoladores e acessórios, usada
para o transporte ou distribuição de eletricidade.
65. Medidores e Registradores
Servem para identificar o uso de energia, seja individualmente
por carga ou por grupo de cargas.
66. Mercados Futuros
Funcionam com hedges, buscando minimizar os riscos associados
à variação de preços.
67. Megawatt (MW)
Watt é a unidade de potência, ou seja, energia
produzida ou trabalho realizado por segundo. As unidades maiores
de potência são o quilowatt (1kW = 1000 W) e
o megawatt (1 MW = 106 W). Tais unidades são usadas
na indicação das potências das máquinas
ou da taxa do suprimento de energia elétrica.
68. Megawatt-hora
O megawatt-hora, cujo símbolo é MWh, equivale
ao consumo de um milhão de watts em uma hora.
69. Megohm
Unidade de medida de resistência elétrica, igual
a um milhão de Ohms.
70. Mês ou Ciclo de Faturamento
É o intervalo de tempo entre a data da leitura do medidor
de energia elétrica do mês anterior e a data
do mês de referência, definida no calendário
de faturamento do concessionário.
71. Metas de Continuidade
Padrões estabelecidos pela Aneel, para os indicadores
de continuidade, a serem respeitados mensalmente, trimestralmente
e anualmente, para períodos preestabelecidos.
72. Nível de Tensão
É o valor da tensão eficaz medida em regime
permanente de funcionamento do sistema.
73. OHM
Unidade de medida de resistência elétrica, no
Sistema Internacional, que é a resistência na
qual circula uma corrente elétrica invariável
de um ampére quando existe uma diferença de
potencial constante de um volt entre seus terminais.
74. Opções Tarifárias de Eletricidade
De acordo com a demanda elétrica e tensão de
alimentação pode-se escolher o tipo de tarifa
que atenda mais adequadamente aos interesses do consumidor.
75. Padrão de Continuidade
Valor limite de um indicador de continuidade aprovado pela
Aneel e utilizado para a análise comparativa com os
indicadores de continuidade apurados.
76. Pára-raios
Equipamentos de proteção que tem a função
de absorver os raios que caem nas linhas de transmissão.
Ao longo das linhas ocorrem chuvas e tempestades com relâmpagos
e trovoadas. Os raios que caem caminham nas linhas até
as subestações, onde, na entrada ou saída,
existem pára-raios que absorvem os raios, desviando-os
para a terra.
77. Participação Financeira
É a parcela de contribuição do consumidor
no custo das obras destinadas ao seu atendimento, acrescida
dos demais encargos definidos pela legislação.
78. Pequena Central Hidrelétrica (PCH)
Central hidrelétrica com potência instalada entre
1 e 30 MW.
79. Período Seco (S)
É o período de 7 (sete) meses consecutivos,
compreendendo os fornecimentos abrangidos pelas leituras de
maio a novembro de cada ano.
80. Período Úmido (U)
É o período de 5 (cinco) meses consecutivos,
compreendendo os fornecimentos abrangidos pelas leituras de
dezembro de um ano a abril do ano seguinte.
81. Perda de Carga
Redução da energia útil provocada pelo
escoamento da água num circuito hidráulico.
82. Perdas de Uma Rede
Perdas de energia que ocorrem no transporte e/ou distribuição
de energia elétrica, na rede considerada.
83. Ponto de Conexão
Barramento ou linha da Rede Elétrica onde se conecta
o Acessante de Geração. A definição
do Ponto de Conexão em tensão inferior a 230
kV é atribuição da COPEL. Poderão
haver casos onde o Acessante de Geração poderá
ou deverá se conectar em mais de um ponto da Rede Elétrica.
84. Ponto de Entrega
Primeiro ponto de fixação dos condutores do
ramal de ligação na propriedade consumidora.
É o ponto até o qual a concessionária
se obriga a fornecer energia elétrica, com participação
nos investimentos necessários, responsabilizando-se
pela execução dos serviços, pela operação
e pela manutenção.
85. Potência
É a quantidade de energia solicitada na unidade de
tempo: a unidade de medição é o quilowatt
(KW).
86. Potência Elétrica Disponível
Potência elétrica máxima que, em cada
momento e num determinado período, poderia ser obtida
na central ou no grupo, na situação real em
que se encontra nesse momento, sem considerar as possibilidades
de colocação da energia elétrica que
seria produzida.
87. Potência Elétrica Máxima Possível
Maior potência elétrica que pode ser obtida numa
central ou num grupo durante um tempo determinado de funcionamento,
supondo em estado de bom funcionamento a totalidade das suas
instalações e em condições ótimas
de alimentação (combustível ou água).
88. Potência Instalada
Soma das potências nominais dos transformadores de uma
instalação.
89. Potência Nominal
Potência máxima em regime contínuo, para
a qual a instalação foi projetada. Normalmente
vem indicada nas especificações fornecidas pelo
fabricante e na placa anexada nas máquinas.
90. Preço Médio de Energia
O preço médio de eletricidade é um parâmetro,
como o próprio nome já diz, que define o custo
da energia elétrica para uma unidade consumidora, resultado
das tarifas aplicadas e o regime de operação.
Principais variáveis necessárias ao cálculo:
demanda, consumo, fator de carga, e índice de modulação
e tarifas de energia elétrica por classe de tensão
e modalidades tarifárias.
91. Price Cap
Preço teto. Preço máximo que pode ser
praticado por um agente regulado que está sujeito a
preços públicos (tarifas).
92. Produtores Independentes de Energia
Empreendimentos destinados à produção
de energia para terceiros.
93. Pulsos
Sinais elétricos fornecidos pelo sistema de medição
da COPEL, destinados à supervisão e controle
de carga por parte do consumidor que possui contrato horossazonal
(tarifas Azul e Verde).
94. Ponto de Entrega
É o ponto de conexão do sistema elétrico
da COPEL com as instalações elétricas
do consumidor.
95. Quilowatt-hora
O quilowatt-hora, cujo símbolo é kWh, equivale
ao consumo de mil watts em uma hora.
96. Ramal de Ligação
É o trecho do circuito aéreo compreendido entre
a rede de distribuição e o ponto de entrega.
97. Rede Básica
Conjunto de linhas, subestações e demais equipamentos
associados de tensão igual ou superior a 230 kV, conforme
definido na Resolução ANEEL nº 166, de
31 de maio de 2000.
98. Rede Elétrica
Conjunto integrado pelos Sistemas de Transmissão Subtransmissão
e Distribuição.
99. Rede Primária
É a rede elétrica com tensão de fornecimento
maior ou igual a 1000V
100. Rede Secundária
É a rede elétrica com tensão de fornecimento
em baixa tensão , (Menor que 1000V)
101. Relé
Em francês relais. Em inglês relay. Aparelho (dispositivo)
eletromecânico ou eletrônico utilizado para controle
e proteção dos equipamentos do sistema elétrico.
102. Reserva de capacidade
É o montante de potência, em MW, requerido dos
sistemas de transmissão e distribuição
quando da ocorrência de interrupções ou
reduções temporárias na geração
de energia elétrica das usinas de autoprodutor ou produtor
independente.
103. Segmentos Horários e Sazonais (horossazonal)
São formados pela composição dos períodos
úmido e seco com os horários de ponta e fora
de ponta. São determinados conforme abaixo:
(PS) - horário de Ponta em período Seco
(PU) - horário de Ponta em Período Úmido
(FS) - horário Fora de Ponta em período Seco
(FU) - horário Fora de Ponta em período Úmido
*Os segmentos horários e sazonais são aplicados
somente aos contratos horossazonais - tarifa Azul e Verde.
104. Sistema de Transmissão da COPEL
Conjunto de linhas, subestações e demais equipamentos
associados de tensão igual ou superior a 69 kV.
105. Sistema de Subtransmissão da COPEL
Conjunto de linhas, subestações e demais equipamentos
associados de tensão igual a 34,5 kV, com função
de transmissão de energia elétrica entre subestações.
106. Sistema de Distribuição da COPEL
Conjunto de linhas e demais equipamentos associados de tensão
inferior a 69 kV, com função de distribuição
direta em média tensão (34,5 kV e/ou 13,8 kV)
ou através de Transformadores de Distribuição.
107. Spot
Refere-se ao mercado de curto prazo, onde o preço varia
de acordo com a relação entre a oferta e a procura.
108. Subestação Elevadora
Local onde transformadores elevam o valor da tensão
elétrica (voltagem). Assim, nesse nível de tensão,
a eletricidade pode percorrer longas distâncias pelas
linhas de transmissão, sustentadas por torres, até
chegar nas proximidades de onde será consumida.
109. Subestação Rebaixadora
Local onde a energia elétrica é reduzida através
de transformadores, para em seguida percorrer as linhas de
distribuição, que podem ser subterrâneas
ou, como é mais comum, aéreas. Finalmente, a
energia elétrica é transformada novamente para
os padrões de consumo local e chega às residências
e outros estabelecimentos antes der ser encaminhada para consumo.
110. Tarifa Azul (horossazonal)
Modalidade de aplicação de tarifas diferenciadas
de consumo de energia elétrica e demanda de potência,
de acordo com as horas de utilização do dia
e os períodos do ano.
111. Tarifa Verde (horossazonal)
Modalidade estruturada para aplicação de tarifas
diferenciadas de consumo de energia elétrica, de acordo
com as horas de utilização do dia e os períodos
do ano, bem como de uma única tarifa de demanda de
potência.
112. Tarifa de Demanda
Valor (R$) do kW de demanda.
113. Tarifa de Consumo
Valor (R$) do kWh de energia utilizada.
114. Tarifa de Ultrapassagem
Tarifa aplicável sobre a diferença positiva
entre a demanda medida e a contratada, quando exceder os limites
estabelecidos pelo contrato.
115. Tarifa de selo
Parcela da tarifa que é dividida igualmente para todos
os usuários do sistema de transmissão para completar
a receita dos serviços.
116. Tarifa de uso do sistema elétrico
Tarifa estipulada para ressarcir o uso do sistema elétrico
da respectiva distribuidora.
117. Tarifa de Ultrapassagem
Tarifa a ser aplicada ao valor de demanda registrada que superar
o valor de demanda contratada ou assegurada nos contratos
de fornecimento de energia elétrica-modalidade horo-sazonal-tarifa
Azul ou Verde.
118. Tarifa Fiscal
Valor (R$) declarado periodicamente pelo poder concedente.
A tarifa fiscal é utilizada, entre outras finalidades,
para o cálculo do limite de investimento do concessionário
e para o cálculo da participação financeira
do consumidor.
119. Telecomando Centralizado
Método de ligar e desligar grupos de consumidores,
geralmente por telecomando, da rede de distribuição.
120. Tempo Médio de Atendimento (TMA)
Trata-se do quociente entre a somatória dos tempos
transcorridos desde o recebimento da reclamação
até o restabelecimento do fornecimento, ou do término
do atendimento, nos casos onde não houve interrupção
de fornecimento, e o número de ocorrências no
período de apuração.
121. Tensão Nominal
Tensão que figura nas especificações
de uma máquina ou de um aparelho, a partir da qual
se determinam as condições de ensaio e os limites
da tensão de utilização.
122. Tensão Primária de Distribuição
É a tensão superior a 1000 V e inferior a 230.000
V.
123. Transação de Acesso
Operação caracterizada pela utilização
da Rede Elétrica pelo Acessante de Geração,
regida por Contratos de Conexão e Uso da Rede Elétrica.
124. Transformador Interligador
Transformador que interliga dois sub-sistemas de transmissão
de tensões diferentes.
125. Transformador de Carga
Transformador que alimenta cargas diretamente, ou em baixa
tensão (127/220 V) através de uma rede de distribuição
de média tensão (13,8 kV e/ou 34,5 kV) onde
estão ligados os Transformadores de Distribuição
(média tensão/baixa tensão).
126. Transformador de Distribuição
Transformador que alimenta cargas de baixa tensão (220/127
V ou 254/127 V) através de uma rede de distribuição
de média tensão (34,5 kV ou 13,8 kV).
127. Transformador
Equipamento estático de indução eletromagnética,
destinado a transformar um sistema de correntes variáveis
em um ou em vários outros sistemas de correntes variáveis,
de intensidade e tensão, em geral, diferentes, e de
frequência igual.
128. Turbina
É a máquina que é movimentada por alguma
força externa, que pode ser água em movimento
ou vapor sob pressão.
129. Valor Normativo (VN)
É o custo de referência para comparação
com o preço de compra da energia e a definição
do custo a ser repassado às tarifas de fornecimento.
Permitem estabelecer condições necessárias
a distribuidores e geradores para a celebração
de contratos de longo prazo.
130. Vertedouro
Serve para controlar o nível de água da represa,
evitando transbordamentos.
131. Volt (V)
No Sistema Internacional, unidade de medida de diferença
de potencial elétrico, igual à diferença
de potencial existente entre duas seções transversais
de um condutor percorrido por uma corrente elétrica
variável de um ampére, quando a potência
dissipada entre as duas seções é igual
a um watt.
132. Volt-Ampére (VA)
Unidade de medida de potência aparente em circuitos
de corrente alternada, igual à potência aparente
de um watt. Voltagem - Tensão elétrica
expressa em volts.
133. Wattímetro
Instrumento para medida de potência elétrica.
134. Watt (W)
Medida de potência. O quilowatt (KW) tem mil watts;
o megawatt (MW), um milhão de watts e o gigawatt (GW),
um bilhão de watts.
135. Watt-hora
Energia transferida uniformemente durante uma hora. 1 watt
= 1 x 3600 s x J/s = 3600 x (0,239 cal). Assim, no conceito
teórico 1 kWh = 860 cal. Nota: O watt e o watt-hora
e seus múltiplos são as unidades de medida utilizadas
para a hidráulica e eletricidade, para potência
e geração e distribuição.
...................................................................................................................................
Caso se interesse em saber o significado de termos não
incluídos no Glossário, entre em contato com
nossa central de informações (0800
643 7575).
Se preferir, envie um e-mail.
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