Energia Eólica

O vento é uma fonte segura de produção de energia, que vem complementando, cada vez mais, outros energéticos, especialmente aqueles que oferecem maior grau de restrição à preservação do meio ambiente, como o carvão, os derivados de petróleo e a energia nuclear.

A exemplo do que vem ocorrendo atualmente na Alemanha e em outros países,
a energia eólica tem se mostrado economicamente competitiva. A expansão de sua utilização tem atraído a atenção e o interesse de empresas, concessionárias e autoprodutores de energia elétrica, para as questões referentes aos conceitos básicos da energia eólica.

O aproveitamento eólico para geração elétrica alcançou a escala de gigawatts nesta última década, com características econômicas e peculiaridades ambientais, sociais e industriais dignas de atenção.

Conheça os projetos eólicos realizados no Brasil:


Ano
n
x
kW
Total, kW
Local
1993
1
x
75
75
F. Noronha - PE
1994
4
x
250
1.000
Camelinho - MG
1996
4
x
300
1.200
Fortaleza - CE
1996
1
x
30
30
Olinda – PE
1997
4
x
10
40
Ilha do Marajó - PA
1999
10
x
500
5.000
Taiba - CE
1999
20
x
500
10.000
Prainha - CE
1999
5
x
500
2.500
Palmas - PR
1999
1
x
300
300
Olinda - PE
2000
1
x
300
300
F. Noronha - PE
TOTAL
51
x
"401"
20.445

O vento resulta da circulação de massas de ar, causada por diferenças de pressão ou temperatura em regiões distintas da Terra.

O Estado do Paraná é constituído por uma área de 199.554 km2, com uma distribuição complexa de relevo e rugosidade. O regime de ventos sobre o Estado sofre fortes influências dos deslocamentos de frentes frias, as quais são intermitentes e cuja passagem produz variações de 360º em direção de vento, no sentido anti-horário da rosa-dos-ventos.

· A história da Energia Eólica


A utilização mais antiga da força dos ventos ocorreu por volta de 3500 a.C., para impulsionar embarcações com velas feitas de tecido que transportavam mercadorias ao longo do rio Nilo no antigo Egito.
Há mais de 2200 anos já eram utilizados rústicos moinhos de vento na China.

Moinhos de vento de eixo vertical foram utilizados para a moagem de grão na Pérsia, por volta do ano 200 a.C.

Os moinhos de vento só foram introduzidos na Europa no século 11, por mercadores e por soldados que retornavam das Cruzadas.
Eles foram aprimorados, inicialmente pelos holandeses e depois pelos ingleses, para funcionarem com eixo horizontal.

O pico da utilização destes moinhos ocorreu no século 18, quando havia mais de 10.000 unidades só na Holanda.

Os moinhos foram empregados para a moagem de grãos, bombeamento de água e para acionar serrarias.

Com o início da revolução industrial e a utilização de motores a vapor e depois a combustíveis fósseis, os moinhos de vento foram sendo desativados, porém muitos ainda estão em uso.

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Nos Estados Unidos os moinhos ficaram mais conhecidos pelo importante papel na conquista do oeste no final do século 18.
Só bem mais tarde eles foram utilizados para a geração de energia em residências isoladas.

O primeiro grande choque do petróleo nos anos 70 e o aumento do interesse pela preservação ambiental fizeram com que a energia eólica fosse novamente considerada. Houve um grande salto na instalação de aerogeradores nos EUA com a introdução de incentivos fiscais nos anos 80.

Só na Califórnia foram instalados mais 1.600 MW. A retirada dos incentivos fiscais e os numerosos defeitos dos modelos então empregados acabou com o otimismo inicial. Entretanto, muitos progressos continuaram sendo feitos no desenvolvimento da tecnologia, tornando a utilização da energia eólica cada vez mais competitiva em certas regiões do mundo.


 

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